Acordamos de madrugada para capturar aquela luz do nascer do sol que é única para cada dia, mesmo porque, quantas vezes alguém acordou de madrugada para poder presenciar “aquele” nascer do sol e o céu estava completamente nublado. Nada que isso não nos faça olhar ao nosso redor e procurar outro motivo para encher o quadro das nossas câmaras. Nosso olhar está a ser cada vez mais lapidado. O que antes era um passatempo no nosso dia a dia, hoje pode ser o item que faltava para compor com qualidade uma cena que parecia morta. O que antes já era fantástico, conseguimos visualizar de um modo diferente, por um ângulo único, e eternizamos então de forma a mexer com a imaginação dos espectadores.
Aprendemos a ver o mundo de outra maneira. Entendemos o que é ser minimalistas, estamos e pensamos mais nos detalhes, nas minuciosidades, nas coisas simples do mundo que passam despercebidas diante de olhares desatentos.Com uma câmara na mão, nos tornamos historiadores. Eternizamos cenas, acções, momentos, paisagens, sorrisos, choros, felicidades e tristezas para que outros no futuro possam ver e admirar como que o mundo era a 1/200 de segundo atrás. Fotografia é mais ou menos isso, ou muito mais que se possa imaginar, ou melhor dizendo, criar. É algo que pode ser definido como um simples hobbie, ou uma diversão passageira, uma ferramenta de trabalho, uma profissão ou uma terapia, mas quando se pode juntar tudo isso num só pacote, pode-se ter a certeza que se está no caminho correcto para uma constante felicidade, pois estará juntando o útil ao agradável, o trabalho com a diversão, a responsabilidade com o prazer de fazer aquilo que gosta para viver, ou melhor dizendo, viver para fazer aquilo que se é apaixonado. Amo fotografia, é algo que me motiva.
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